Segunda-feira, 23 de Abril de 2018
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Crianças com câncer: como ajudá-las a melhorar a qualidade de vida

Publicada em 10/12/17 as 20:24h

por amenteemaravilhosa.com.br


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 (Foto: amenteemaravilhosa.com.br)
A cada ano são diagnosticados novos casos de crianças com câncer. Felizmente os avanços médicos estão permitindo que sua expectativa de vida seja maior. No entanto, além de curar a doença, é preciso prestar muita atenção em outras questões.

Os efeitos colaterais do câncer e dos tratamentos devem ser bem detalhados. Por esta razão, é importante reunir as técnicas psicológicas mais eficazes para reduzi-los. Além disso, é importante conhecer as intervenções mais adequadas para reduzir os problemas de ansiedade e depressão que as crianças podem apresentar. Sem se esquecer da melhora em sua qualidade de vida, tanto durante o processo da doença quanto depois de superada.

Crianças com câncer: o impacto da doença

A criança sofre tanto de sintoma físicos quanto psicológicos. Entre os sintomas físicos podemos destacar os vômitos, a perda de peso, a fadiga, etc. A nível emocional, as crianças com câncer enfrentam sentimentos como a raiva, o medo, a solidão ou a ansiedade.

Dependendo da idade em que é feito o diagnóstico, a doença se manifesta de um modo ou de outro. Nas crianças menores com câncer destaca-se a preocupação com a dor e com o medo de se separar dos pais. Nas maiores, começam a surgir sentimentos de solidão. Nos adolescentes aparece o medo de morrer e o estresse relacionado com as mudanças físicas.

É verdade que também apareçam pontos em comum. A dor é uma das inquietudes mais frequentes. Tal dor pode proceder da própria doença ou aparecer devido aos procedimentos médicos. Por exemplo, a aspiração e a biópsia de medula são procedimentos muito dolorosos e frequentes durante a intervenção.

As crianças com câncer também deverão ser expostas a procedimentos como a radioterapia, a quimioterapia ou as coletas de sangue, considerados mais dolorosos do que a própria doença. Além disso, os transtornos do sono, a fadiga, os problemas de ansiedade, os sintomas depressivos e os problemas em seus relacionamentos sociais também são bastante comuns.

Intervenção psicológica em crianças com câncer

Receber o diagnóstico causa um impacto psicológico muito forte na família. Depois dele surge a dúvida se devemos ou não informar a criança. Nestes casos, consultar um especialista sobre o que fazer e como fazer pode ajudar tanto a família quanto a criança.

O diagnóstico de câncer é uma situação muito delicada que requer muita compreensão, delicadeza e, principalmente, apoio.

Os efeitos da doença, as características do tratamento e sua evolução, junto com a sensação de incerteza, costumam originar muitas perguntas que precisam de respostas. A intervenção psicológica pode ajudar a encontrá-las, ou aprender a manejar as situações que surgirem.

A seguir enumeramos uma série de tratamentos que demonstraram em vários ocasiões sua eficácia. Para facilitar sua compreensão, separamos os principais sintomas dos quais falamos anteriormente com seus principais tratamentos.

Redução de náuseas e vômitos: relaxamento muscular progressivo com imagens guiadas, hipnose e dessensibilização sistemática.

Controle da dor: distração, uso da imaginação, treinamento em relaxamento/respiração, reforço positivo, terapia musical e hipnose.

Redução da fadiga: distração e planificação de atividades de acordo com sua prioridade.

Tratamentos para a ansiedade: técnicas de relaxamento e respiração, visualização de cenas agradáveis, reforço de condutas adequadas, reforço diferencial e verbalizações positivas.

Tratamentos para a depressão: educação emocional, atividades agradáveis e reestruturação cognitiva.
Adaptação à nova vida depois de superar o câncer

A taxa atual de sobrevivência de crianças com câncer alcança quase 80%. Um dado esperançoso que aspira chegar aos 100% graças aos avanços nos diferentes tipos de tratamento. Mas, o que implica realmente ser um sobrevivente de uma doença oncológica?

O câncer é uma doença que se caracteriza, dentre outras coisas, por longos períodos de hospitalização. As crianças deixam de ir ao colégio, o contato com seus colegas ou professores e com o exterior é mínimo. Isso faz com que seu círculo social se reduza e na hora de voltar a se incorporar, aparecem algumas dificuldades.


A volta à escola, por exemplo, é um processo complexo. Tanto as crianças quanto seus pais manifestam medos. Por um lado, as crianças não querem se separar dos pais e podem ter certas preocupações pelas mudanças em sua imagem corporal (alopecia, amputações, etc.). Por outro lado, os pais manifestam medo de que seus filhos sejam rejeitados pelos colegas e do contágio de doenças que afetem a saúde da criança novamente.

Nestes casos, é recomendado que proporcionar informação útil à criança e à toda a família, mas também aos professores que irão se responsabilizar pela situação. Reincorporar-se é um processo de adaptação que precisa de tempo.

Intervenções tais como fazer reuniões com o pessoal do colégio para dar informação sobre a doença e o tratamento, realizar atividades preliminares para preparar a criança para sua volta ao colégio, ou conduzir apresentações para o restante dos alunos para que compreendam a doença e as necessidades da criança que está chegando vem demonstrando eficácia.

Concluindo, através da ajuda psicológica e sem se esquecer da intervenção multidisciplinar com outros profissionais, podemos conseguir que as crianças com câncer e suas famílias obtenham uma melhor qualidade de vida durante este duro processo.

LINK ORIGINAL: https://amenteemaravilhosa.com.br/criancas-com-cancer/



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